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sexta-feira, 5 de março de 2010

Atividade - Músicas que nos fazem pensar

Engenheiros do Hawaii - Toda Forma De Poder


Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada.

(Yeah, yeah)

Fidel e Pinochet tiram sarro de você que não faz nada.

(Yeah, yeah)

E eu começo começo a achar normal que algum
boçal atire bombas na embaixada.

(Yeah yeah, Uoh, Uoh)

Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer tudo que eu vi
Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer...

Toda forma de poder é uma forma de morrer por nada.
(Yeah, Yeah)
Toda forma de conduta se trasforma numa luta armada.
(Uoh Uoh)

A história se repete mas a força deixa a história
mal contada...

Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer tudo que eu vi
Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer...

E o fascismo é fascinante deixa a gente ignorante e fascinada.
É tão fácil ir adiante e se esquecer que a coisa toda tá errada.
Eu presto atenção no que eles dizem mas eles não dizem nada.

Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer tudo que eu vi
Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer...

Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer tudo que eu vi
Se tudo passa, talvez você passe por aqui
E me faça esquecer...

(Yeah Yeah Uoh)...

Após a leitura do livro de George Orwell e a exibiçã o filme "As formiguinhas", podem ser trabalhadas músicas que tratam do mesmo tema. Solicitar aos alunos que tragam outros exemplos de músicas, filmes e/ou obras que falem acerca de regimes opressores.

2 comentários:

  1. Música Podres Poderes (Caetano Veloso)
    Pesquisada em http://caetano-veloso.musicas.mus.br/letras/44764/

    Enquanto os homens exercem seus podres poderes
    Motos e fuscas avançam os sinais vermelhos
    E perdem os verdes somos uns boçais
    Queria querer gritar setecentas mil vezes
    Como são lindos, como são lindos os burgueses
    E os japoneses mas tudo é muito mais
    Será que nunca faremos senão confirmar
    Na incompetência da América católica
    Que sempre precisará de ridículos tiranos?
    Será, será que será que será que será
    Será que esta minha estúpida retórica
    Terá que soar, terá que se ouvir por mais mil anos?
    Enquanto os homens exercem seus podres poderes
    Índios e padres e bichas, negros e mulheres
    E adolescentes fazem o carnaval
    Queria querer cantar afinado com eles
    Silenciar em respeito ao seu transe, num êxtase
    Ser indecente mais tudo é muito mau
    Ou então cada paisano e cada capataz
    Com sua burrice fará jorrar sangue demais
    Nos pantanais, nas cidades , caatingas e nos gerais
    Será que apenas os hermetismos pascoais
    E os tons e os mil tons, seus sons e seus dons geniais
    Nos salvam, nos salvarão dessas trevas e nada mais?
    Enquanto os homens exercem seus podres poderes
    Morrer e matar de fome, de raiva e de sede
    São tantas vezes gestos naturais
    Eu quero aproximar o meu cantar vagabundo
    Daqueles que velam pela alegria do mundo
    Indo e mais fundo tins e bens e tais
    Será que nunca faremos senão confirmar
    Na incompetência da América católica
    Que sempre precisará de ridículos tiranos?
    Será, será que será que será que será,
    Será que essa minha estúpida retórica
    Terá que soar, terá que se ouvir por mais zil anos?
    Ou então cada paisano e cada capataz
    Com sua burrice fará jorrar sangue demais
    Nos pantanais, nas cidades, caatingas e nos gerais
    Será que apenas os hermetismos pascoais
    E os tons e os mil tons, seus sons e seus dons geniais
    Nos salvam, nos salvarão dessas trevas e nada mais?

    Fragmento de Música)
    Carlene Moraes e Marivan Gonçalves - PEDAGOGIA

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  2. Comentário Postado por: Vanessa Cruz & Elcilene Araújo - PEDAGOGIA

    Prá não dizer que não falei de flores (Geraldo Vandré)
    Pesquisada em http://geraldo-vandre.letras.terra.com.br/letras/46168/

    Caminhando e cantando e seguindo a canção,
    Somos todos iguais braços dados ou não,
    Nas escolas, nas ruas, campos, construções,
    Caminhando e cantado e seguindo a canção,

    Vem, vamos embora que esperar não é saber,
    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer,

    Pelos campos a fome em grandes plantações,
    Pelas ruas marchando indecisos cordões,
    Ainda fazem da flor seu mais forte refrão,
    E acreditam nas flores vencendo o canhão,

    Vem, vamos embora que esperar não é saber,
    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer,

    Há soldados armados, amados ou não,
    Quase todos perdidos de armas na mão,
    Nos quartéis lhes ensinam uma antiga lição:
    De morrer pela pátria e viver sem razão,

    Vem, vamos embora que esperar não é saber,
    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer,

    Nas escolas, nas ruas, campos, construções,
    Somos todos soldados, armados ou não,
    Caminhando e cantando e seguindo a canção,
    Somos todos iguais, braços dados ou não,
    Os amores na mente, as flores no chão,
    A certeza na frente, a história na mão,
    Caminhando e cantando e seguindo a canção,
    Aprendendo e ensinando uma nova lição,

    Vem, vamos embora que esperar não é saber,
    Quem sabe faz a hora, não espera acontecer.

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